Foto: Anamilis Marisa/Ag. Belém
A prefeitura de Belém realiza oficinas de mapeamento participativo com membros representantes da sociedade civil eleitos em plenárias populares, que compõem o Fórum Municipal sobre Mudanças Climáticas. A atividade, nesta quarta-feira, 6, e amanhã, 7, debate a apresentação do diagnóstico de serviços ecossistêmicos e análise de riscos e vulnerabilidades climáticas.
As oficinas são parte do Projeto Nature-Based Cities, financiado pelo Global EbA Fund, que trabalha a temática de biodiversidade e resiliência climática para o desenvolvimento urbano de Belém. Foram apresentados os conceitos de maior relevância da metodologia sobre o processo de elaboração do Diagnóstico de Serviços Ecossistêmicos e da Análise de Risco e Vulnerabilidades Climáticas (ARVC) da capital paraense. Esse projeto desenvolve metodologias de mapeamento dos desafios locais, das ameaças e propostas de engajamento da população para ajudar os governos a pensarem soluções para os riscos das mudanças climáticas sobre populações urbanas, nesse caso, especificamente, Belém.
O projeto tem ainda apoio do Ministério federal de Meio Ambiente, Proteção da Natureza e segurança Nuclear e Internacional Cliate Initiative. As oficinas são uma forma mais acessível de atividades e interações entre os grupos técnicos e a população local. “Durante as atividades, é possível entender de forma prática a importância da adaptação e do planejamento, baseados nos ecossistemas para a cidade e participar de discussões interativas sobre as contribuições da natureza para Belém, sobre as ameaças e riscos climáticos”, afirma Marília Israel, assessora de biodiversidade do Iclei América do Sul.
Mudanças climáticas e planejamento urbano
Em 2023, a Prefeitura de Belém passou a integrar um fundo internacional que garantiu suporte técnico para realizar um diagnóstico e, assim, planejar em conjunto ações de prevenção e enfrentamento às crises climáticas na cidade. O prefeito Edmilson Rodrigues e o secretário Executivo na América do Sul do Governo Local pela Sustentabilidade (Iclei), Rodrigo Perpétuo, assinaram o termo de parceria. Os termos de parcerias garantiram o desenvolvimento de alguns produtos:
– Inventário de emissões de gases desenvolvidos pelo Iclei, Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia (GcoM), Associação Brasileira de Municípios, Frente Nacional de Prefeitos, Iclei América do Sul e Instituto Alziras, financiado pela União Europeia.
– Diagnóstico de Serviços Ecossistêmicos e Análises de Risco e Vulnerabilidades Climáticas (Projeto Nature-Based Cities do Iclei, financiado pelo Gobal Eba Fund (ARVC)
COP diferenciada em Belém
O público-alvo dessas oficinas de mapeamento colaborativo são basicamente membros do fórum municipal das mudanças climáticas, que estão participando ativamente de grupos de trabalho de mobilização, de formação e sistematização de processos e propostas que visam à construção da Conferência do Clima de Belém, em 2024. A meta no médio prazo é contribuir para a elaboração de um plano municipal de prevenção e enfrentamento às mudanças climáticas que tenha na sua formulação as necessidades reais da população representada, como afirma Sérgio Brazão, coordenador do Fórum de mudanças climáticas e pesquisador: “Essas atividades programadas pela Prefeitura e parceiros cumprem um papel prático de engajar a sociedade civil, para compartilhar informações técnicas sobre os efeitos dessas mudanças na vida cotidiana das populações urbanas amazônicas e, ao mesmo tempo, fazer com que a construção da COP em Belém seja diferenciada, assegurando à população o direito de pensar e decidir o futuro da cidade frente às crises climáticas, fazer da COP 30 um processo colaborativo”, concluiu Brazão.








