Por 29 votos a 5 e uma abstenção, a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovou, na manhã desta quarta-feira (20), o projeto de lei 16/2023, de autoria do Poder Executivo, que institui a autarquia denominada de Microrregião de Águas e Esgoto do Pará (MRAE), que, na prática, abre o processo de privatização da água da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa). As bancadas do PT e do Psol se opuseram à proposta do executivo.
Durante a sessão, policiais militares entraram em confronto com manifestantes convocados pelo Sindicato dos Urbanitários do Pará e entidades que compõem a Frente Contra a Privatização do Saneamento.
Em nota divulgada pelas redes sociais, os sindicalistas denunciaram a iniciativa governamental. “Com esse PL, o governo Helder abre o serviço de exploração e comercialização da água no Pará, estado que integra a Amazônia, região de imenso potencial hídrico e, por isso, motivo de cobiça e ganância de grandes conglomerados de empresas privadas, ávidas pelos recursos naturais mais preciosos do planeta. A água é o petróleo de um futuro muito próximo. As regiões mais pobres não terão como pagar a tarifa de água a ser cobrada pela empresa privada que vai explorar esse bem essencial à vida”.
“Privatização gera tarifa cara e serviço precário, como se pode ver na conta de energia do Pará, a mais alta do Brasil, que teve aumento de 15% ano passado e 11,07% neste ano. Quem não puder pagar a conta da água, vai ficar sem esse bem essencial à vida”, afirma o Sindicato.
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