Foto: fantasia Grande Rio 2025/divulgação
Redação – Enquanto o governador Helder Barbalho (MDB) se prepara para desfilar na Sapucaí, no Rio de Janeiro, vestindo as cores das “Pororocas Parawaras”, o estado que ele governa, o Pará, enfrenta uma realidade menos festiva. Dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon revelam que o Pará lidera o ranking de degradação florestal no mês de janeiro, registrando o terceiro maior índice desde 2009.
A degradação florestal, caracterizada pela destruição parcial da vegetação devido a queimadas e extração de madeireira, atingiu 355 km² no primeiro mês de 2025. Essa área é maior que o território de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, e representa um aumento de 21 vezes em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 16 km² de área degradada. O número coloca janeiro de 2025 como o terceiro pior da série histórica, atrás apenas de janeiro de 2015 (389 km²) e 2011 (376 km²).
De acordo com o estudo, os estados amazônicos que mais sofreram com a degradação florestal foram o Pará, responsável por 46% do total (116 km²), e o Maranhão, com 40% (144 km²). Juntos, esses dois estados concentraram 86% das áreas degradadas na Amazônia.
Dentro desses estados, destacam-se dez municípios que lideram o ranking de degradação, sendo cinco no Pará: Prainha, Almeirim, Mojuí dos Campos, Santana do Araguaia e Monte Alegre. O município de Prainha, localizado no norte do Pará, ocupa o topo da lista, com 67 km² de área degradada, o equivalente a 6.700 campos de futebol de mata afetados. Os outros cinco municípios com maior degradação estão no Maranhão.
Enquanto o carnaval toma conta do país, os dados do Imazon servem como um alerta para a urgência de políticas públicas mais eficazes na preservação da Amazônia, especialmente no Pará, estado que será palco da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), marcada para novembro de 2025 em Belém.
Leia a pesquisa completa do Imazon AQUI








