Foto: Wellyngton Souza/Sesp-MT

O Pará aparece em décimo lugar no ranking de estados com o maior número de empregadores na “lista suja do trabalho escravo”, cadastro do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que reúne nomes de quem submeteu trabalhadores a condições análogas à escravidão.

A lista foi atualizada e agora contém 159 nomes, sendo 101 de pessoas físicas e 58 de pessoas jurídicas, representando um aumento de 20% em relação à divulgação anterior.

De acordo com o ministério, são consideradas condições análogas à escravidão situações como trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes, restrição de locomoção (inclusive por meio de dívidas), vigilância ostensiva e retenção de documentos pessoais.

Ranking por Estado

Os estados com o maior número de empregadores na lista são:

Minas Gerais (33)

São Paulo (19)

Mato Grosso do Sul (13)

Bahia (12)

Rio de Janeiro (8)

Maranhão (8)

Paraíba (8)

Pernambuco (8)

Rio Grande do Sul (7)

Pará (7)

Perfil das Ocorrências

No Pará, o município de São Félix do Xingu é o que mais se destaca, com sete empregadores incluídos na lista. Outras cidades com registros são Novo Progresso e Cumaru do Norte (dois cada), além de Itaituba, Dom Eliseu, Nova Ipixuna, Placas, Pacajá, Benevides, Anapu, Tomé-Açu, Tucuruí, Moju, Magalhães Barata e Terra Alta, com pelo menos um caso cada.

Economicamente, as atividades com mais empregadores na lista são a criação de bovinos para corte (20 casos), os serviços domésticos (15), o cultivo de café (9) e a construção civil (8). Do total de inclusões, 16% estão relacionadas a atividades econômicas urbanas.

A “Lista Suja” é publicada semestralmente com o objetivo de dar transparência às ações fiscais de combate ao trabalho escravo. Entre 2020 e 2025, 1.530 trabalhadores foram resgatados desse tipo de situação.

A lista atual foi publicada nesta segunda-feira (6), pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Veja a lista do Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à de escravo AQUI

 

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