Moradores denunciam falta d’água constante e ausência de aviso após privatização realizada pelo governo Helder Barbalho (MDB). Foto: Reprodução

Hoje é mais um dia em que moradores de Belém ficaram ou ainda estão sem água em Belém. Nas redes sociais da empresa Águas do Pará, que assumiu o serviço depois da privatização do serviço de abastecimento de água pelo governador Helder Barbalho (MDB), os comentários traduzem o sentimento de revolta e cansaço que tomou conta dos moradores de Belém.

Em bairros como Umarizal, Pedreira, Marco, Fátima, Cidade Velha, Reduto, Campina, Jurunas, Nazaré, São Brás, Comércio, Castanheira, Terra Firme, Una, Cidade Nova e até Marituba, os relatos são recorrentes de interrupções diárias, queda de pressão, ausência de aviso prévio e demora no retorno do abastecimento. Muitos moradores dizem que o problema piorou após a privatização.

Pelo menos a Cosanpa avisava antes. Agora, nada.”, escreveu uma moradora.
Todo dia falta água no Marco, ninguém aguenta mais, diz outro morador.
Estamos há três dias sem água na Cidade Velha!”, reclama mais um. 

Pelo Código de Defesa do Consumidor, serviços essenciais, como o abastecimento de água, devem ser contínuos, adequados e seguros. A Lei de Concessões (8.987/1995) também estabelece que a prestação deve ocorrer com regularidade, transparência e cortesia, e que interrupções só podem ocorrer em situações técnicas excepcionais, sempre com aviso prévio à população.

 

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