Memorial inaugurado na Escadinha do Cais do Porto homenageia Daniel Berg e Gunnar Vingren, missionários suecos considerados fundadores da Assembleia de Deus no Brasil. Foto: Reprodução
A inauguração de um memorial em homenagem aos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren, considerados fundadores da Assembleia de Deus no Brasil, provocou debate entre evangélicos nas redes sociais. A obra foi instalada na Escadinha do Cais do Porto, em Belém, local simbólico para a história da denominação, por marcar a chegada dos pioneiros ao Pará, em 1910.
A cerimônia integrou as comemorações pelos 115 anos da Assembleia de Deus no Brasil e contou com a presença da governadora em exercício do Pará, Hana Ghassan, e do pastor Samuel Câmara, líder da Igreja Mãe da Assembleia de Deus em Belém. O monumento, formado por esculturas de bronze, foi criado pelo artista Mario Pitanguy.
A homenagem, no entanto, dividiu opiniões. Segundo o site O Fuxico Gospel, a instalação das estátuas gerou críticas de fiéis e internautas, que apontaram contradição entre o monumento e a tradição evangélica assembleiana, historicamente marcada pela rejeição à veneração de imagens.
Nas redes, parte das críticas comparou as esculturas dos missionários às imagens de santos católicos, prática frequentemente questionada por setores evangélicos mais conservadores. Para esse grupo, a criação de um monumento com figuras humanas em tamanho real aproximaria a denominação de uma lógica simbólica que ela própria costuma criticar em outras tradições cristãs.
Por outro lado, defensores da homenagem afirmam que o memorial tem caráter histórico, cultural e cívico, sem finalidade religiosa ou devocional. A instalação das esculturas seria, nessa leitura, uma forma de preservar a memória da chegada da Assembleia de Deus ao Brasil e reconhecer a importância de Belém na trajetória da maior denominação evangélica pentecostal do país.
Durante a cerimônia, a chegada dos missionários foi relembrada também por meio de uma encenação teatral. A narrativa histórica destaca que Berg e Vingren desembarcaram em Belém em 19 de novembro de 1910, vindos da Suécia, sem recursos financeiros e sem domínio da língua portuguesa.
O pastor Samuel Câmara celebrou a instalação do memorial como um marco para a memória da Assembleia de Deus, reforçando o papel de Belém como berço da denominação no Brasil. Já a governadora em exercício, Hana Ghassan (MDB), destacou a importância de representar a história paraense nos espaços públicos da cidade.
Com informações do site O Fuxico Gospel.








