Justiça Eleitoral julgou procedentes representações da Federação PSOL/REDE e condenou Hana Ghassan e prefeitos responsáveis por propaganda eleitoral antecipada. Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julgou procedentes as representações ajuizadas pela Federação PSOL/Rede por propaganda eleitoral antecipada, em reunião do Pleno realizada nesta terça-feira (23). O caso refere-se aos outdoors espalhados em 24 municípios paraenses, em evidente promoção política antecipada de Hana Ghassan, pré-candidata do MDB ao governo do Pará, nas eleições deste ano.

Por unanimidade, o Pleno decidiu pela condenação de Hana Ghassan ao pagamento de multa de mais de R$ 150 mil, e de prefeitos que ajudaram nas divulgações das peças publicitárias, e reconheceu que as mensagens divulgadas nos outdoors, de forma padronizada e coordenada, possuíam conteúdo eleitoreiro, por meio de expressões consideradas “palavras mágicas”, aptas a associar a imagem da então vice-governadora como pré-candidata ao pleito de 2026.

“A ostensividade da divulgação dos outdoors em vários municípios de todas as regiões do Estado agravou a irregularidade”, avaliou Amanda Larêdo, assessora jurídica da Federação PSOL/Rede, responsável pela condução das ações e pela sustentação oral no julgamento, reforçando o compromisso da Federação com a defesa da igualdade de oportunidades entre as candidaturas e com a observância das regras que asseguram a lisura do processo eleitoral.

Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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