Foto: Ibama

Por Aldenor Junior

Uma boa notícia às vésperas da COP30: o governo Lula acaba de anunciar uma redução de 11% no desmatamento da Amazônia entre 2024 e 2025. Trata-se de um número histórico, que remete aos índices de 1988, quando teve início o monitoramento por satélite. Uma vitória da política socioambiental liderada pela equipe da ministra Marina Silva.

Resultados como esse não caem do céu. São produto de ações coordenadas e persistentes. Em três anos está se recuperando o que se perdeu em quase uma década de desmonte dos órgãos ambientais, processo que foi agudizado a partir do golpe que apeou a presidenta Dilma e que teve seu ápice a sanha de “passar a boiada” no desgoverno Bolsonaro.

Além de sua importância em si, os números revelam a intencionalidade de remar contra a maré da lógica do mercado, sempre ávido por explorar (e devastar) novas fronteiras para a produção de commodities do agronegócio ou dos cartéis minerais. E, mais importante, são avanços que se realizam ao mesmo tempo em que a bancada do boi e da motosserra avança em seu projeto de destruição da legislação ambiental no Congresso.

Isso apenas demonstra que estamos diante de uma vitória importante, mas que está longe de ser definitiva.

O mundo está de olhos postos no Brasil. A COP30 será aberta dentro de tão poucos dias em meio a um cenário simultaneamente de esperança e apreensão.

Todos sabem que aqui, neste chão, estará se jogando com as cartas do futuro (ou da falência da própria existência humana).

A hora é crítica e deve impulsionar a ação.

Afinal, caminhar tendo a esperança como companheira de viagem é sempre um alento.

*Aldenor Junior é jornalista

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