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A vereadora Vivi Reis (Psol) está cobrando da Prefeitura de Belém um plano emergencial de redistribuição das linhas afetadas pela crise da empresa Monte Cristo, uma das mais tradicionais do transporte coletivo da capital. A cobrança ocorre depois do recolhimento de ônibus com ar condicionado e à incerteza sobre a continuidade da operação de linhas importantes para bairros como Pedreira, Sacramenta e Val-de-Cans.

Segundo informações, 14 ônibus do tipo “geladão” foram apreendidos por uma instituição financeira por falta de pagamento do financiamento dos veículos. Do total, 12 pertenciam à Auto Viação Monte Cristo e 2 à Transportes Canadá, de acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel). A entidade atribuiu o caso ao desequilíbrio econômico-financeiro do sistema de transporte coletivo na capital e na Região Metropolitana.

A Monte Cristo, fundada em 1969, operava linhas tradicionais como Pedreira–Lomas, Pedreira–Nazaré, Sacramenta–São Brás e CDP–Providência, atendendo diariamente moradores de bairros populosos de Belém. Nos últimos anos, passageiros passaram a relatar redução de frota, atrasos, lotação, veículos em más condições e interrupções frequentes no serviço.

Diante da situação, Vivi Reis afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que ficou alarmada com as informações sobre o fechamento da empresa e cobrou uma resposta imediata da gestão municipal. A parlamentar informou que está solicitando oficialmente à Prefeitura de Belém um Plano Emergencial de Redistribuição das Linhas, para evitar que a população fique sem transporte público.

“Estou oficialmente solicitando da Prefeitura de Belém um Plano Emergencial de Redistribuição das linhas para que a população não fique sem transporte público. Para que o trabalhador, a trabalhadora, os estudantes, para que todos possam se locomover na cidade”, afirmou.

Para a vereadora, a população da Pedreira e de outros bairros não pode pagar a conta de mais uma crise no transporte público, enfrentando demora, lotação e abandono nas paradas.

“Porque os ônibus já não têm qualidade: ônibus sujo, quente, caindo aos pedaços. E agora, com o fechamento da empresa, vamos ficar sem ônibus. Quem é usuário de transporte público precisa dessa garantia”, declarou.

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