Atual Secretário de Saúde de Belém, Rômulo Nina de Azevedo. Foto: Ag. Belém

Nos bastidores da Câmara Municipal de Belém, circulam fortes rumores de que o secretário municipal de Saúde, Rômulo Nina de Azevedo, estaria com os dias contados no cargo. Sua permanência à frente da pasta tornou-se incerta diante do agravamento de problemas estruturais na rede pública e da crescente pressão política sobre a gestão da saúde municipal.

Apesar das especulações em torno de uma possível troca no comando da Secretaria de Saúde, fato é que o caos vivido na rede não pode ser atribuído exclusivamente ao secretário, mas está diretamente ligado às decisões políticas do prefeito Igor Normando (MDB). É da Prefeitura que partem as diretrizes orçamentárias, as prioridades de governo e as escolhas que tem provocado o desmonte dos serviços públicos.

O cenário é de crise generalizada, com problemas que vão desde a carência crônica de insumos básicos nas unidades de saúde até a situação crítica do Pronto-Socorro Municipal (PSM) da 14 de Março, que recentemente foi alvo de intervenção do Ministério Público para impedir sua desativação. A instabilidade administrativa e a falta de planejamento refletem uma condução política que trata a saúde pública como custo a ser reduzido, não como direito a ser garantido.

Representantes dos trabalhadores classificam a atual gestão como um retrocesso histórico para o sistema público de saúde da capital. Além do desvio de recursos públicos para a iniciativa privada, a administração municipal também foi responsável pelo envio à Câmara do chamado “pacote de maldades”, que atinge profundamente a carreira, a renda e as condições de trabalho dos servidores. Para eles, a simples substituição de nomes no comando da Secretaria não enfrenta o problema de fundo: sem mudança de orientação política da Prefeitura, a crise na saúde pública tende a se aprofundar.

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