Foto: Pedro Guerreiro / Ag. Pará

A escritora e contadora de histórias paraense Heliana Barriga faleceu nesta segunda-feira (2), deixando um profundo vazio no campo da cultura, da educação e da literatura oral na Amazônia. A causa da morte, segundo familiares, foi infarto.

Reconhecida por sua atuação junto a crianças, jovens e adultos, autora de 60 livros, Heliana construiu uma trajetória marcada pelo encantamento, pela criatividade e pelo compromisso com a transformação social, utilizando a palavra como instrumento de afeto, resistência e formação crítica.

Em 2023, Heliana foi a autora homenageada da 26ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, promovida pela Secretaria de Estado de Cultura. Também recebeu o título de “Embaixadora das Infâncias de Belém da Nossa Gente”, concedido pela Secretaria Municipal de Educação (Semec), na gestão do ex-prefeito Edmilson Rodrigues. Recentemente, foi reconhecida como Mestra da Cultura pelo PNAB 2025, por seu papel contínuo na valorização dos saberes tradicionais e populares.

Em nota, o ex-prefeito de Belém Edmilson Rodrigues lamentou a perda da amiga e companheira de lutas, destacando Heliana como “uma tecelã de sonhos e de encantamento” e ressaltando o legado incomensurável deixado por sua atuação como artista e educadora libertária. O falecimento também gerou manifestações de pesar no meio político e cultural, entre elas a da deputada estadual Lívia Duarte, que destacou a importância de Heliana para a cultura popular e para a formação de gerações no Pará.

A deputada estadual Lívia Duarte também se manifestou expressando solidariedade à família, aos amigos e à comunidade. “Que sua memória siga viva no afeto e no conhecimento”.

A vereadora de Belém, Marinor Brito, disse que Heliana foi uma musicista sensível e generosa, e que “sua arte foi abrigo, foi ponte, foi luz e seguirá viva em vasa melodia que tocou corações e em cada pessoa que teve o privilégio de ouvi-la e conhecê-la”.

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