Foto: Divulgação/Ag. Pará

Artistas, produtores, agentes culturais e trabalhadores da cultura devem ocupar as ruas neste domingo (12), em um ato convocado como resposta às denúncias de corrupção envolvendo recursos públicos destinados ao setor no Pará. A concentração será a partir das 9h no Mercado de Carne Francisco Bolonha, no Complexo do Ver-o-Peso.

Em um documento apreendido durante uma operação da Polícia Federal, realizada no mês de março, em Belém, apareciam nomes de ao menos quatro deputados federais do Pará. A ação resultou na apreensão de R$ 500 mil em dinheiro vivo e na prisão em flagrante de três pessoas, entre elas um servidor da Casa Civil do governo estadual, posteriormente exonerado.

O material, uma espécie de planilha manuscrita, associa os nomes dos parlamentares a valores que variam entre R$ 100 mil e R$ 538 mil. Os deputados citados são Raimundo Santos (PSD), Henderson Pinto (MDB), Keniston Braga (MDB) e Olival Marques (MDB), todos politicamente ligados ao governador Helder Barbalho (MDB). Não há, contudo, indicação no documento sobre a origem ou finalidade das quantias.

O movimento busca transformar a indignação em ação coletiva, denunciando o desvio de prioridades e falta de compromisso com quem sustenta a produção cultural. Enquanto o discurso oficial aponta escassez de recursos, emergem suspeitas de irregularidades na gestão de verbas que deveriam fomentar a cultura local.

“A cultura é a chama que nos mantém vivos, que alimenta nossas famílias e nossos sonhos de uma sociedade mais justa, fraterna e livre pra todos. É inadmissível que o governo Helder Barbalho ignore o papel da cultura como motor de desenvolvimento humano e a instrumentalize como motor do crescimento da própria fortuna”, diz a convocatória

A reivindicação é de que haja maior transparência na aplicação dos recursos públicos, responsabilização diante das denúncias e a criação de um Sistema Estadual de Cultura estruturado, que garanta continuidade e participação social nas políticas culturais. O protesto também inclui críticas diretas à gestão atual, com palavras de ordem pedindo a saída de Ygor Kahwage, presidente da Fundação Cultural do Pará.

Confira abaixo: 

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