O ato reuniu movimentos sociais, sindicais, coletivos de juventude e estudantes – Foto: reprodução
A pré-candidata do PSOL ao governo do Pará, Araceli Lemos, participou nesta quarta-feira (15), do ato público em protesto contra a agressão cometida pelos estudantes Altemar Sarmento Filho e Antônio Coelho contra um homem em situação de rua, no último dia 13, usando um taser, espécie de arma de choque. A manifestação foi em frente ao Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa), onde os estudantes cursam Direito.
“Exigimos expulsão e punição exemplar contra esses estudantes diante de tamanha violência, deste ato supremacista. Precisamos reforçar o combate a essas práticas criminosas”, ressaltou Araceli, ao destacar o “silêncio sepulcral” dos governantes estadual e municipal, em referência ao ex-governador Helder Barbalho, à governadora Hana Ghassan e ao prefeito de Belém Igor Normando.

Leila Palheta, presidenta do PSOL Belém e coordenadora do Movimento “Fala Perifa”, também pediu a expulsão dos estudantes e investigação rigorosa das autoridades. “Não vamos esquecer, porque esse não é um caso isolado, a população em situação de rua está abandonada e sofre violência todos os dias”, salientou Leila, ao acrescentar que “o desmonte das políticas de assistência social pelo prefeito de Belém agrava a situação”.
“Não queremos outros galdinos” (Galdino Pataxó, indígena que foi queimado enquanto dormia na rua, em abril de 1997, por cinco jovens ricos de Brasília). Não aceitaremos mais impunidade que violenta nossos territórios”, frisou Auricélia Arapiun, liderança indígena do Baixo Tapajós,
Para a vereadora Vivi Reis, que participou do protesto, é preciso “responsabilizar a família desses jovens criminosos. E, para além, não esquecer que há também uma brutal violência institucional decorrente da falta de políticas públicas e garantia de direitos à população em situação de rua”, disse a vereadora de Belém.








