Servidores da Funpapa denunciam desvalorização e criticam mudanças no PCCS feitas pela gestão Igor Normando. Foto: Reprodução

Servidores da ativa e aposentados da Fundação Papa João XXIII (Funpapa) divulgaram nota de repúdio contra a política de desvalorização que vem sendo implementada pela gestão de Igor Normando (PSDB) em Belém. O documento critica mudanças feitas no Estatuto Geral dos Servidores e no Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) da fundação.

As alterações, incluídas no famigerado “Pacote de Maldades”, foram realizadas sem respeito à trajetória da categoria e atingem diretamente a política de valorização dos trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Para eles, as mudanças contrariam as diretrizes nacionais da assistência social, que defendem a valorização profissional como condição para garantir atendimento qualificado à população usuária dos serviços socioassistenciais.

A categoria afirma que a gestão municipal chama de “modernização” um conjunto de medidas que, na prática, acabaria com a carreira e com a política de valorização salarial prevista no PCCS. O plano, segundo os trabalhadores, foi construído com participação dos servidores, com base no conhecimento técnico da política de assistência social, e aprovado há 21 anos após cumprir todo o processo legal.

Os servidores também contestam o argumento da Prefeitura de que o modelo atual do PCCS dificultaria a previsão orçamentária. Segundo a categoria, a gestão de Igor Normando “mente”, pois a previsão e o planejamento orçamentário já estão previstos em lei e vêm sendo realizados normalmente ao longo dos anos de implementação do plano.

Segundo o sindicato, por mais um ano, não haverá reajuste salarial nem aumento no vale-alimentação. Para os trabalhadores, a decisão agrava o achatamento salarial e compromete a situação financeira das famílias de servidores ativos e aposentados.

A nota também denuncia a falta de condições adequadas de trabalho e situações de assédio enfrentadas pelos servidores da ativa. No caso dos aposentados, a categoria destaca que muitos dependem do IASB, precisam de atendimentos especializados e enfrentam gastos cada vez maiores com medicamentos, o que amplia as dificuldades financeiras.

“Nossa luta seguirá. Nós vamos resistir!”, afirmam os servidores no documento.

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