Trabalhadores denunciam a falta de recursos para insumos, medicamentos e vacinas e cobram explicações da Sesma sobre valores que deveriam chegar ao centro. Foto: Reprodução TV Norte

Servidores do Centro Saúde Escola do Marco (CSE-Marco), em Belém, denunciam que a unidade está há cerca de 11 meses sem receber repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) que deveriam ser feitos por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), da gestão do prefeito Igor Normando (PSDB).

Segundo os trabalhadores, os pagamentos estão interrompidos desde setembro de 2025 e a falta de recursos já ameaça a continuidade de serviços prestados à população, causando dificuldades para a aquisição de medicamentos, vacinas, materiais para curativos e outros insumos necessários ao funcionamento da unidade.

Na última segunda-feira (31), servidores realizaram um protesto em frente ao Centro de Saúde, no bairro do Marco, para cobrar a regularização dos repasses. A unidade presta tanto serviços de Atenção Primária quanto atendimento especializado.

Entre os programas oferecidos aos moradores do Marco estão saúde da mulher e da criança, pré-natal, saúde mental, tuberculose, Hiperdia – voltado ao acompanhamento de pessoas com hipertensão e diabetes -, malária e hanseníase, além de vacinação e consultas.

Centro é da Uepa, mas recursos passam pela rede municipal

O CSE-Marco é vinculado à Universidade do Estado do Pará (Uepa), por meio do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), e funciona simultaneamente como equipamento de assistência à população e espaço de ensino, pesquisa e formação de profissionais da saúde.

Apesar disso, o financiamento da unidade não é de responsabilidade exclusiva do Governo do Estado ou da Universidade. Os recursos para o custeio do Centro são repassados pela Prefeitura de Belém, através do Fundo Municipal de Saúde.

Uma portaria do Ministério da Saúde que habilitou o Centro Saúde Escola como Serviço de Referência em Triagem Neonatal estabeleceu recursos anuais para o serviço e determinou ao Fundo Nacional de Saúde a transferência “regular e automática” ao Fundo Municipal de Saúde de Belém, em parcelas mensais.

 

Deixe um comentário