Donas de Si vai incluir mulheres vítimas de violência doméstica

Reunião entre a 3ª Vara Criminal de Icoaraci e a vereadora Lívia Duarte (PSOL)

A 3ª Vara Criminal Distrital de Icoaraci, responsável pelos crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher, firmou convênio com a Prefeitura de Belém para incluir mulheres em situação de violência doméstica e familiar de Icoaraci, Outeiro e Cotijuba no programa municipal de Capacitação Profissional Donas de Si, criado pela Prefeitura de Belém e realizado por meio do Banco do Povo.

O objetivo é que as mulheres vítimas de volência recebam a capacitação profissional fornecida pelo programa, para que possam ser inseridas no mercado de trabalho ou possam empreender de forma autônoma, obtendo, dessa forma, independência financeira, e assim podendo se libertar do ciclo de violência a que são submetidas.  

A inclusão das mulheres vítimas de violência no Programa Donas de Si é resultado da demanda apresentada pela juíza titular da 3ª Vara Criminal de Icoaraci, Claudia Favacho, junto à vereadora Lívia Duarte (PSOL). A magistrada fundamentou seu pedido na necessidade de as mulheres romperem o ciclo de violência, motivado pela dependência emocional, e principalmente, financeira.  Com a parceria firmada, a equipe da Vara fará o mapeamento e a seleção de cerca de 25 mulheres sob proteção da Patrulha Maria da Penha ou que têm medidas protetivas que estejam interessadas em participar do programa Donas de Si, para comporem uma turma, que terá inicio imediato nos cursos de capacitação a serem oferecidos. 

A magistrada Claudia Favacho destacou a importância da parceria entre o Judiciário, Legislativo e Executivo em prol do fortalecimento da rede de apoio e defesa da vida das mulheres. “Esperamos que essa parceria seja uma mudança de paradigma, para que essas mulheres possam ter sua autonomia e ter uma perspectiva de mudança de vida e consigam se libertar definitivamente dessas situações de violência”, disse. 

A coordenadora-geral do Banco do Povo, Georgina Galvão, afirmou que é possível incluir mulheres vítimas de violência nos cursos regulares, já  programados nos bairros, ou com a abertura de uma turma especial para elas. Ela entregou à assessora da juíza um questionário, a ser aplicado junto às mulheres atendidas pela Vara judicial. Um dos objetivos é conhecer as necessidades de atendimento das mulheres, nas áreas da saúde, educação e outros, e identificar sobre quais áreas desejam adquirir conhecimento e aprendizado. 

Ponto de Pauta com informações do TJPA

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