Desocupação e remanejamento: Há 16 anos o canal do Galo não recebia serviços de manutenção

Ação da Sesan na margem do canal do Galo prevê a recuperação da área em toda sua extensão.

Parte da Bacia do Una, o Canal do Galo é um equipamento de extrema importância para a drenagem urbana de Belém. Mesmo passando por vários bairros da cidade, entre eles Telégrafo e Pedreira, e tendo aproximadamente 2.380 famílias residindo em seu entorno, o logradouro ficou por 16 anos sem manutenção efetiva por parte de gestões municipais anteriores. Isso acabou provocando o assoreamento e causando alagamentos em grande parte de sua extensão. Além disso, construções irregulares de garagens, depósitos de sucatas, banheiros, espaços de convivência, plantio inadequado e moradias, contribuem para o mau uso da margem do canal.

Na manhã de terça-feira, 19, a Prefeitura de Belém através do Núcleo de Remanejamento da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan), com apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma),Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob), Guarda Municipal de Belém, Polícia Militar e Ministério Público, iniciou ações de desocupação e remanejamento de cinco famílias da área da margem do canal.

De acordo com a secretária municipal de Saneamento, Ivanise Gasparim, a ação é necessária para que serviços periódicos de manutenção e futuros projetos possam ser desenvolvidos no local. “Esse trabalho é pra que a gente possa ter o canal livre de ocupação sobre ele, assim a Sesan pode realizar manutenção, limpeza e um paisagismo adequado que venha contribuir com a função do canal que é drenar e escoar as águas, prevenindo alagamentos, já que ocupações sobre o canal acabam impedindo a vazão da água. Então é muito importante a gente manter a beira do canal desobstruída e com isso deixar a cidade bem mais cuidada”, salientou a titular da Sesan.

Segundo informações do coordenador de remanejamento da Sesan, Paulo Afonso dos Santos, as ações de remanejamento das cinco famílias que viviam no local foram consensuais e reuniões prévias foram determinantes para que essas famílias,que viviam de forma sub-humana nas margens do canal, fossem beneficiadas por projetos assistenciais da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), recebendo moradias mais dignas.

“Nós tivemos a preocupação e sensibilidade de conversar e dialogar com as famílias que moravam no local, conversamos também com a comunidade e fizemos um trabalho de informação para conscientizar as pessoas da importância de desoculpar a área e também da necessidade de dar assistência às famílias remanejadas. Algumas já foram incluídas no programa de aluguel social.Os outros moradores que não possuem dependentes continuarão sendo atendidos pela Funpapa, inclusive alguns não possuem nem os documentos pessoais, o que é essencial para os trâmites na Fundação”, completou Paulo Afonso.

Texto: Maicon Gomes

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