Leia a última matéria sobre o tema: Prefeito Edmilson decidirá valor da tarifa de ônibus nesta sexta (25)

Atualizada às 11h55

Depois de 3 anos sem reajuste e com uma frota completamente sucateada – com a conivência das gestões que governaram Belém nos últimos 16 anos – os empresários do transporte coletivo resolveram aumentar a pressão por um novo reajuste na tarifa de ônibus. A razão alegada são os aumentos abusivos autorizados pelo governo bolsonaro nos preços dos combustíveis, que até essa data somam 158%.

Desde 2016, com a introdução do Preço de Paridade de Importação (PPI), a Petrobrás passou a fixar os preços dos combustíveis considerando como se todo petróleo refinado no país fosse importado, embora apenas cerca de 6% do petróleo refinado no Brasil seja, de acordo com as informações da Federação Única dos Petroleiros (FUP-CUT).

Em meio à polêmica sobre os valores, os empresários fazem questão de esquecer a Lei Orgânica do Município, que determina que o valor da passagem seja condizente com o poder aquisitivo da população. Dessa forma, ao invés de proporem oferecer um serviço de qualidade, querem transferir a conta para a população, que já segue penalizada com os altos índices inflacionários do país.

O Conselho Municipal de Transporte, em reunião nesta quinta (24), a partir de uma avaliação técnica das planilhas apresentadas, sugeriu a proposta da Superintendência de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) de aumentar a tarifa de ônibus para R$ 5. A decisão final estará nas mãos do prefeito, Edmison Rodrigues, que certamente deve determinar um preço justo, não acima da inflação, e a melhoria na qualidade do transporte, que foi destruído pelo ex-prefeito Zenaldo. Vamos anotar.

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