Foto da Casa Bruno de Menezes, que reúne obras de escritores paraenses modernistas. 

Para celebrar os 100 anos do modernismo brasileiro e os escritores paraenses, a Casa Bruno de Menezes foi criada pela gestão do então prefeito Edmilson Rodrigues, reunindo em um prédio anexo ao Palacete Pinho – Escola Municipal de Artes, parte do acervo da obra de Bruno de Menezes – doado pela família do escritor – e de outros escritores que fizeram parte deste movimento literário.

Depois de cancelar a compra de livros infantis de escritores paraenses para as escolas municipais, agora a gestão do prefeito Igor Normando (MDB) começou o desmonte do espaço, bem como da memória do escritor e do modernismo paraense.

“A atual administração municipal, de I. Normando, mais uma vez desrespeita a literatura paraense”, diz o professor Paulo Nunes em suas redes sociais, que colaborou com a estruturação do espaço, e é pesquisador da obra de Bruno de Menezes e do Modernismo no Pará.

Natural de Belém, Bento Bruno de Menezes Costa nasceu em 1863, no bairro do Jurunas, e desde cedo enfrentou obstáculos econômicos e sociais que lhes abriram caminhos para tornar-se intelectual referência na literatura paraense e nacional. No ano de 1923, Menezes fundou a Revista Belém Nova, alinhada ao movimento modernista nacional. Em suas obras ele descreveu a realidade dos negros da Amazônia. Em 1931, o poeta lançou o livro Batuque, inserido na coletânea Poesias.

O desmonte da Casa Bruno de Menezes, representa mais um retrocesso na politica cultural e educacional de Belém, uma ofensa ao seu legado e de tantos outros escritores do modernismo no Pará.

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