Deputado Glauber Braga, do Psol do Rio de Janeiro, na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados. Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O deputado federal Glauber Braga (Psol/RJ), que é alvo de um pedido de cassação de seu mandato, anunciou que começará nesta quarta-feira (9), uma greve de fome e ficará na Câmara dos Deputados até que esse processo seja finalizado. A cassação foi pedida depois que Glauber empurrou um militante da extrema-direita que ofendeu sua mãe, falecida no ano passado por consequência do Alzheimer.

Convocados pela deputada Luiza Erundina (Psol/SP), outros parlamentares decidiram prestar solidariedade e permanecer junto ao deputado na Câmara. “Tomei a decisão de utilizar a tática mais radical, do ponto de vista político, que um militante pode fazer. Vou permanecer nesta sala do Congresso Nacional até a finalização do processo. Estou o dia inteiro em jejum e não vou, a partir de agora é até o fechamento deste processo, me alimentar”, disse o Glauber.

Tudo indica que sua cassação é meramente política, já que o próprio relator, o deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), já foi autor de violência, com socos e chutes, contra o jornalista Maneca Muniz, em 2021, durante o lançamento de um livro-denúncia contra seu tio, o então senador Antônio Carlos Magalhães.

No início da noite, a Comissão de Ética aprovou a cassação por 13 votos a favor e 5 contra. Glauber ainda pode recorrer à Comissão de Constituição e Justiça. Posteriormente, será votado no Plenário da Câmara dos Deputados.

 

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