Foto: Reprodução/Instagram Adriano Wilkson

Uma nova denúncia sobre as condições de higiene no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da 14 de Março, em Belém, foi divulgada nesta sexta-feira (13) pelo jornalista Adriano Wilkson. O vídeo mostra o que aparenta ser uma larva dentro de uma marmita de macarrão servida a pacientes e acompanhantes da unidade. O registro teria sido feito por um usuário do hospital na quinta-feira (12) e enviado ao jornalista.

Ao longo da semana, servidores denunciaram o acúmulo de lixo nas dependências do PSM e falta de água mineral, mesmo diante da existência de contratos milionários com empresa privada responsável pela limpeza hospitalar das unidades de Belém. A crise sanitária não se limita ao Pronto-Socorro da 14, mas servidores denunciam que há um processo de precarização que poderia estar relacionado à tentativa de fechamento e privatização da unidade, medidas que estão impedidas por decisão judicial de janeiro deste ano.

A empresa que fornece alimentos para a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) é a PROAM Produtos e Serviços da Amazônia Ltda., que mantém contrato com a Prefeitura de Belém desde pelo menos 2011 e, a partir de 2020, passou a fornecer alimentação à Sesma. Em 16 de abril de 2025, o então secretário de Saúde, Rômulo Simão Nina de Azevedo, publicou aditivo contratual com vigência de 12 meses no valor de R$ 12.810.140,05 (doze milhões, oitocentos e dez mil, cento e quarenta reais e cinco centavos).

No dia 17 de dezembro de 2025, um Processo Administrativo Sanitário contra a empresa foi encerrado pelo ex-secretário. Até o momento, não há informações públicas detalhadas sobre o teor das apurações, as conclusões do procedimento ou eventuais sanções aplicadas.

O PSM da 14 é referência no atendimento de urgência e emergência e atende majoritariamente a população mais vulnerável da cidade. Se confirmadas, as falhas na alimentação e nas condições sanitárias configuram não apenas problema de gestão, mas possível violação de direitos básicos de pacientes internados.

A Prefeitura de Belém, a Secretaria Municipal de Saúde e a empresa citada ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso. A reportagem permanece à disposição para a publicação de esclarecimentos.

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