Esquema de contenção e protestos expuseram o desgaste da gestão Igor Normando. Foto: Vídeoreprodução
O prefeito Igor Normando (MDB) montou um verdadeiro aparato de contenção com a Guarda Municipal e a Polícia Militar para se blindar de críticas e protestos durante a sessão de abertura dos trabalhos legislativos da Câmara Municipal de Belém, na manhã desta quarta-feira (25), onde apresentou o balanço de suas ações.
Servidores em greve contra os projetos do chamado “pacote de maldades” foram impedidos de acessar as galerias para acompanhar a sessão. Os assentos, por sua vez, foram ocupados majoritariamente por assessores comissionados da Prefeitura e de vereadores da base governista. Vereadoras de oposição denunciaram que tiveram a palavra cerceada, enquanto servidores de seus gabinetes permaneceram isolados.
Mais cedo, a vereadora Marinor Brito (PSOL) protestou contra o que classificou como cerceamento do direito de fala da oposição. “Infelizmente, o autoritarismo e o machismo vão nos impedir, enquanto oposição e mulheres, de dirigir a palavra ao prefeito de Belém. Aqui só pode falar quem está puxando o saco do prefeito”, afirmou.
Um vereador bolsonarista, alinhado a Igor Normando, foi designado para falar em nome da oposição, o que foi contestado inclusive por parlamentares de seu próprio partido. No início de 2025, coube a ele apresentar o projeto que extinguiu o Bora Belém, numa tentativa de amortecer o desgaste político do prefeito.
Do lado de fora da Câmara, as vereadoras se uniram aos servidores que, barrados de entrar na Câmara, realizam protesto contra o desmonte do serviço público e das carreiras do funcionalismo municipal. “Estamos em greve há mais de 30 dias, e nesse período, o prefeito não sentou com as categorias”, protestou um trabalhador.









