Foto: Água do Pará/Divulgação

Moradores de pelo menos 20 bairros de Belém acordaram nesta quarta-feira (25) com as torneiras secas, em mais um episódio que escancara a caos do abastecimento, não só na capital paraense. Entre as áreas afetadas estão São Brás, Fátima, Canudos, Comércio, Cidade Velha, Campina, Umarizal, Nazaré, Guamá, partes da Pedreira, Condor, Cremação, Batista Campos, Reduto, Barreiro e Marco, além de Jurunas, Montese, Telégrafo e Sacramenta.

A concessionária Águas do Pará informou por volta das 6h que o fornecimento foi interrompido para uma manutenção emergencial “em virtude de um reparo de vazamento”. O aviso, no entanto, chega tarde para milhares de moradores que dependem do serviço logo nas primeiras horas do dia para trabalhar, estudar ou manter atividades comerciais. O comunicado funciona mais como justificativa do que como solução.

As falhas não são pontuais. Nesta semana, o projeto Circular Campina Cidade Velha, que reúne agentes de arte e cultura do Centro Histórico, expôs um cenário de interrupções frequentes, baixa pressão e até água suja nas torneiras. A situação tem impacto direto na vida cotidiana e na economia local: pequenos negócios, especialmente do setor de alimentação, acumulam prejuízos, enquanto famílias relatam situações críticas envolvendo idosos e pessoas acamadas.

O que deveria ser um serviço essencial e contínuo, um item básico à vida e ao dia-a-dia, segue marcado por instabilidade, falta de previsibilidade e respostas insuficientes. Apesar das falhas recorrentes no abastecimento, a conta continua chegando regularmente às residências, muitas vezes com valores mais altos do que o habitual.

Comunicado da empresa Águas do Pará na manhã desta quarta-feira, 25 de fevereiro.

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