Hospital está há mais de uma semana sem neurocirurgiões e enfrenta falta de medicamentos. Foto: Ponto de Pauta
O Sindicato dos Médicos do Estado do Pará (Sindmepa) divulgou uma nota pública nesta quarta-feira (25) manifestando “profunda preocupação” com a situação do Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da 14, em Belém. A entidade denuncia a suspensão do serviço de neurocirurgia e a falta de medicamentos essenciais na unidade, o que representa risco direto à vida de pacientes.
De acordo com o sindicato, informações da Defensoria Pública do Estado apontam que o hospital está há mais de uma semana sem neurocirurgiões. A ausência do serviço compromete o atendimento de casos graves, especialmente traumas e emergências neurológicas, que exigem intervenção imediata.
Além da ausência de especialistas, o Sindmepa também denuncia a falta de medicamentos básicos na unidade. A escassez de insumos compromete a assistência e evidencia a fragilidade do funcionamento do hospital. A combinação entre falta de profissionais e de medicamentos reforça um quadro de desestruturação que impacta diretamente a qualidade do atendimento e amplia a vulnerabilidade dos pacientes.
Na nota, o sindicato cobra medidas urgentes da Prefeitura de Belém e da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) para restabelecer condições mínimas de funcionamento no hospital.
“O SINDMEPA reforça a necessidade de medidas urgentes por parte da gestão municipal para garantir condições dignas de trabalho aos profissionais de saúde e, principalmente, assegurar atendimento seguro e de qualidade à população”, diz o texto.
A denúncia se soma a uma série de problemas já relatados no PSM da 14, unidade que concentra grande parte dos atendimentos de urgência da capital e que, há meses, tem sofrido com a precariedade. Decisão da Justiça Federal, em janeiro, impediu o fechamento, a paralisação das atividades e a privatização do Hospital pela gestão de Igor Normando (MDB). Segundo o Ministério Público Federal, que ajuizou a Ação Civil Pública junto a outras entidades, o colapso no Pronto-Socorro não decorre de falta de verbas, mas de uma estratégia deliberada de sucateamento para justificar a transferência de serviços para a iniciativa privada.








