Na noite de domingo, Igor Normando gravou um vídeo na central de monitoramento dos alagamentos. Foto: Vídeoreprodução
Mesmo depois de receber R$ 5 bilhões em recursos para obras da COP30, com parcela significativa destinada à macrodrenagem, saneamento e urbanização, bairros inteiros de Belém ficaram submersos após o temporal deste domingo (19). Ruas alagadas, casas invadidas pela água e prejuízos materiais foram registrados em centenas de vídeos pelos moradores. Vale destacar áreas como Terra Firme e Guamá, sob influência da bacia do Tucunduba, e a Almirante Tamandaré, na Cidade Velha, que recentemente tiveram obras entregues pelo governo do Pará.
Outros bairros gravemente prejudicados foram Tapanã, Pratinha e São Clemente, sob influência da bacia do Mata Fome, cujos recursos para macrodrenagem e saneamento, articulados pelo ex-prefeito Edmilson Rodrigues, ninguém sabe onde estão. Além disso, as obras da Estrada Nova e do São Joaquim estão paradas, esta última por suspeita de irregularidades.
Nem mesmo a limpeza dos canais com máquinas pesadas e a desobstrução das redes de drenagem, ações básicas que devem ser executadas em todo o inverno amazônico, foram realizadas, e serviram apenas como mais uma peça de propaganda para as redes sociais.
Na noite de domingo, depois de um dia inteiro de chuva, Igor Normando (MDB) decretou, no período da noite, situação de emergência no município, o que facilita a obtenção de recursos e permite contratações sem licitação, via contratos emergenciais. Ficou evidente que a Prefeitura não tem um plano para prevenção dos alagamentos.
A situação não se restringe à capital. Em Benevides, os impactos das chuvas vêm sendo registrados desde sexta-feira, e Ananindeua e Marituba também foram atingidos, ampliando o quadro de crise na Região Metropolitana. Com pelo menos três municípios enfrentando alagamentos severos, cabe destacar a ausência de posicionamento público ou anúncio de medidas emergenciais por parte da governadora Hana Ghassan (MDB).








