Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Por Aldenor Junior
Não podem alegar ignorância.
Há décadas, o Brasil prometeu desenvolvimento e entregou mais miséria e devastação.
O que faz, então, o empresariado paraense – submisso e rastejante em relação aos centros coloniais – a bradar por mais destruição?
A FIEPA se divide entre iludidos e perversos. Ou, nem esse pequeno benefício da dúvida merece.
Onde foram parar as promessas redentoras que os grandes projetos da ditadura entregariam ao povo amazônida?
O que faz esse punhado de empresários – sempre da mão para boca, pendurados nas benesses de créditos subsidiados e na maior parte das vezes caloteados – repetirem a mesma cantilena de que a redenção agora é o controverso projeto da exploração de combustível fóssil na Foz do Amazonas?
Em que planeta esses cidadãos vivem?
Será que já ouviram falar em mudanças climáticas e no super El Nino que está vindo aí, com renovadas promessas de eventos extremos?
Grande parte deve dormir tranquila, acreditando que a Terra é plana e o buraco da camada de ozônio não passa de invenção de cientistas recrutados pela China comunista.
Enquanto a banda passa, o relógio do juízo final se aproxima aceleradamente do ponto de não retorno.
Aldenor Junior é jornalista.








