Quadro “A fundação da cidade de Belém”, do pintor Theodoro Braga, datada de 1908. Foto: Comus

Cidadãos, pesquisadores, artistas, professores, estudantes, trabalhadores da cultura e instituições lançaram um abaixo-assinado em defesa do Museu de Arte de Belém (MABE), instalado no Palácio Antônio Lemos, no centro histórico da capital paraense. O documento cobra da gestão Igor Normando (PSDB), dos órgãos de controle e das instituições de proteção ao patrimônio cultural medidas urgentes para a salvaguarda, reestruturação e fortalecimento do museu.

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Segundo o texto, o MABE enfrenta um processo de fragilização administrativa após ter sido excluído como departamento no organograma da atual Secretaria Municipal de Cultura (Secult). Houve redução de equipes técnicas, ausência de profissionais especializados, insuficiência de recursos materiais e financeiros, descontinuidade de serviços de conservação e restauração, fechamento de setores estratégicos e risco de comprometimento do acervo museológico.

O abaixo-assinado destaca que o MABE é guardião de mais de dois mil bens culturais, entre pinturas, esculturas, fotografias, porcelanas, mobiliário histórico e obras que documentam a trajetória de Belém, do Pará e da formação do Brasil. O acervo reúne referências da Belle Époque amazônica, da iconografia paraense, dos movimentos sociais, da produção artística regional e nacional e da memória de diferentes gerações.

Instalado no Palácio Antônio Lemos, um dos mais importantes monumentos da Amazônia brasileira, o museu integra um patrimônio protegido por tombamento municipal, estadual e federal. O documento ressalta que a preservação do MABE não é uma “mera opção administrativa”, mas um dever legal do poder público e um compromisso com as gerações presentes e futuras.

“Quando um museu enfraquece, não se perde apenas um prédio ou uma coleção. Perde-se conhecimento, identidade, pertencimento, educação, cidadania e memória. Perde-se parte da alma de um povo”, afirma o texto.

Belém não pode assistir passivamente ao desmonte de uma das instituições culturais mais importantes para a preservação da memória histórica, artística e social da Amazônia brasileira. “Salvar o Museu de Arte de Belém é salvar a memória do Pará”, conclui o abaixo-assinado.

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