Após ocupação da Seinfra, moradores da Comunidade dos Navegantes e lideranças do MAB retiraram compromissos do governo do Pará. Foto: Reprodução

Em um dia de protestos e negociações, comunidades atingidas pela construção da Rodovia da Liberdade, em Belém, conseguiram arrancar compromissos do governo do Estado após ocuparem a sede da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEINFRA). A mobilização, organizada pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e por moradores da Comunidade dos Navegantes, denunciou o descaso com o meio ambiente e descumprimento de acordos judiciais por parte do governo estadual.

A deputada estadual Lívia Duarte (PSOL), criticou duramente a condução da obra e classificou a política ambiental do governo como destrutiva e voltada apenas a uma “sustentabilidade para inglês ver”. Ela destacou que centenas de moradores estão sem água potável e com comunidades destruídas, além de acusar o governo Barbalho –  em referência à gestão da governadora Hana Ghassan (MDB), sucessora de Helder Barbalho – de não cumprir os acordos firmados com as famílias atingidas.

Após a ocupação, as lideranças do MAB divulgaram uma nota anunciando os compromissos firmados pelo governo estadual. Entre eles, a retomada das obras do poço de água emergencial da comunidade, com início previsto para esta sexta-feira (26), e a retomada imediata da construção da Unidade Básica de Saúde (UBS), além de um playground, uma praça e um coreto, prevista para a próxima segunda-feira (29).

Também ficou acordada a realização de uma visita técnica da equipe de saúde para avaliar os impactos sofridos pela comunidade, especialmente os problemas associados à proximidade com o lixão do Aurá e ao descaso na condução da obra.

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