Charles Alcântara diz que perfis falsos invadiram suas redes após declarações sobre o uso político da imagem de delegado por parlamentar bolsonarista. Foto: Reprodução

O auditor fiscal e sindicalista Charles Alcântara, pré-candidato a deputado federal pelo PT no Pará, afirmou ter sido alvo de um ataque cibernético no último domingo (21), após a repercussão de sua participação em um podcast local. Segundo ele, uma grande quantidade de contas falsas passou a seguir seu perfil em poucos minutos, em uma tentativa de prejudicar o alcance orgânico das publicações e levar à derrubada da conta.

Alcântara classificou o episódio como uma “ação criminosa” e informou que registrou denúncia junto à Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook. Em tom de enfrentamento, o pré-candidato disse que a ofensiva não irá intimidá-lo. “Isso não vai nos calar!”, declarou.

O ataque virtual ocorreu após a repercussão de críticas feitas por Charles Alcântara ao deputado federal Delegado Caveira (PL), um dos nomes mais alinhados ao bolsonarismo no Estado. Durante o podcast, o pré-candidato questionou o uso político da imagem de delegado pelo parlamentar, afirmando que ele está licenciado do cargo.

“Ele não está delegado, está licenciado do cargo!”, afirmou Alcântara. O auditor fiscal também criticou a postura do deputado ao exibir uma arma de fogo durante o podcast. “Ele precisa da arma para mostrar que é machão. Ele não é digno de representar o povo!”, disse.

Pela legislação, servidores públicos que assumem mandato eletivo devem se licenciar do cargo de origem. Ou seja, não perdem necessariamente o vínculo com a carreira, mas também não podem exercer as duas funções ao mesmo tempo. No caso de um delegado eleito deputado, ele segue formalmente ligado à Polícia Civil, mas fica afastado das atividades policiais enquanto exerce o mandato parlamentar, ponto que motivou a crítica de Alcântara ao uso político da imagem de delegado.

Deixe um comentário