Gestão Participativa é destaque em entrevista de Lula aos canais independentes

Lula concedeu na manhã desta quarta-feira, dia 19, entrevista coletiva aos meios de comunicação independente.

A reunião com os representantes dos sites foi transmitida ao vivo pelas redes sociais do presidenciável.  Participaram da entrevista as mídias Fórum, GGN, DCM, Tutamélia, Blog da Cidadania, Brasil 247, Jornalistas Livres e Rede Brasil Atual.

A entrevista durou mais de duas horas e foram abordadas temáticas como políticas sociais, meio ambiente, economia e possíveis alianças.

O grande destaque foi a eloquência do presidente em relação à sua intenção de governar de maneira participativa. “Eu quero ouvir o Brasil”, disse ele, reiterando que, caso seja eleito, todos os setores da sociedade deverão trabalhar em conjunto de maneira deliberativa, a fim de que se encontrem as saídas para a situação complexa de pobreza em que o Brasil está atualmente. “Ninguém quer ser o dono da verdade. A gente só precisa ler a Constituição Brasileira”.

Questionado sobre possível aliança com Geraldo Alckmin, Lula disse que ainda não é certa, porém, considera importante ter uma base política forte para conversar com diversos setores políticos e representantes da sociedade.

Dentre os seus compromissos de campanha, Lula disse que irá recriar o Ministério da Cultura, extinto pelo governo Bolsonaro, e se comprometeu com a Reforma Tributária, “A gente precisa colocar o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda”.

Questionado sobre medidas para contenção das mudanças climáticas, Lula reiterou mais uma vez a importância da conversa entre os setores sociais e representantes da sociedade civil, apoiados na comunidade científica: “Nós precisamos fazer uma discussão sobre o que queremos para a política Industrial, juntamente com a ciência(…), que tipo de Indústria a gente vai querer desenvolver (…) Um Indústria mais limpa e menos poluente,(…), mas queremos ouvir também o povo, os ‘especialistas em sobrevivência’, ’em viver sob condições adversas’”, disse, reiterando a importância de encontrarem-se caminhos sustentáveis que incluam todos as camadas sociais e gerem crescimento econômico.

Sobre a questão da representatividade no governo, Lula afirmou que “a gente precisa transformar o povo em sujeito da História  (…). A gente precisa aprimorar as instituições desse país, não tem ainda ninguém do PROUNI, das cotas, nas Instituições. Só tem gente da casta”, disse o candidato do PT, considerando que o dia em que os negros, índios e mulheres conseguirem ocupar mais os espaços institucionais, é que as mudanças de fato ocorrerão.

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