Ju Abe

O sócio administrador da escola Centro Educacional Mendara, localizada no bairro da Marambaia, em Belém, Cláudio Larrat Miranda, coibiu uma manifestação LGBTQUIA+ dos alunos, e comparou a bandeira do movimento com a Suástica Nazista.

A atitude homofóbica foi denunciada pelo site Belém Trânsito nesta quarta feira (18), apenas um dia após a data que celebra o Dia Internacional de Luta Contra a lgbtfobia, o 17 de maio.

Ele começou a repressão quando uma bandeira LGBTQUIA+ foi colada na porta pelos alunos. No vídeo, é possível vê-lo repreendendo a manifestação, num grande esforço para não parecer rude, provavelmente porque sabia que estava sendo filmado. Mas, ele poderia ter alcançado a melhor etiqueta, o problema encontra-se no raciocínio: distorcido, estimulador de preconceitos e totalmente descolado da realidade.

As bandeiras LGBTQIA+ foram coladas em uma porta de sala de aula da instituição. Imagem: Arquivo pessoal

O administrador homofóbico alegou que “a instituição tem certas regras e ela não aceita propaganda de nenhum dos lados”, como se promoção do respeito à diversidade fosse algum tipo de “propaganda” política.

Como se já não bastasse a hostilidade em relação à pauta da diversidade, segundo a denúncia, o diretor ainda desenhou uma suástica nazista no quadro comparando-a à bandeira LGBTQUIA+, para provocar uma espécie de reflexão distorcida da realidade, relatando a sua “técnica” ao Belém Trânsito: “foi a técnica na aula pra poder chamar a atenção dos alunos”, disse o administrador, como se o sentimento provocado pela suástica nazista, fosse o mesmo provocado pela bandeira LGBTQUIA+.

Bandeira nazista desenhada em sala de aula pelo administrador Claudio Larrat. Imagem: arquivo pessoal

“A escola não assume nenhum lado, nem a favor, nem contra, nem de partido nem de LGBT, nem do NAZISMO, nem do Lula nem do Bolsonaro”, diz o sócio da instituição, tentando se justificar ao Belém Trânsito.

Se você ficou em choque ao ver essas denúncias em plena semana do Dia Internacional de Luta Contra a Lgbtfobia, segure o estômago, que ainda vem mais.

Em nota divulgada na denúncia, a direção da escola se colocou a defender a atitude homofóbica e não admitiu o erro, afirmando que a escola possui uma linha “neutra” diante de manifestações ou opiniões dos alunos de diferentes formações, que a denúncia não tem o menor fundamento, e que o fato ocorrido na sala de aula está distorcido, simplesmente desprezando o fato de que as falas no vídeo são bastante claras e diretas, reduzindo um movimento que busca promover o respeito à comunidade LGBTQUIA+ a uma simples “posição política”.

No vídeo, é possível ainda ver Cláudio Larrat Miranda deixando escapar sua verdadeira posição ideológica, quando ele diz que poderia colocar a foto de Bolsonaro: “Eu poderia colocar aqui a foto do presidente. É foto do presidente. Isso aí é totalmente legítimo”.

Assista aos vídeos divulgados pelo site Belém Trânsito.

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