Atrações milionárias: governo do estado esbanja em cultura main stream e deve atrair grande público, mas despreza as características locais do São João tradicional de rua de Belém (divulgação)
As festas juninas chegaram e os velhos donos do poder no Pará aproveitam pra mostrar pro povo quem manda mais. Assim, o governo do Pará, juntamente com a Secult recém assumida por Bruno Chagas, resolveram esbanjar num evento pomposo chamado “Pararraiá”.
Muita exaltação ao que vem de fora, cachês milionários e cultura homogeneizada, isto que se tornou o que está sendo batizado pelo governo como “o maior São João da Amazônia”.
O problema é que, pelo menos em estética e programação, o evento de “amazônico” não tem nada. Com um gigantesco palco montado aos moldes dos grandes festivais sertanejos que arrastam multidões Brasil afora, o tal “São João Amazônico” mais parece uma exaltação à cultura agro.

Nas atrações, o governo não economizou em cachês caros: Luan Santana, Mari Fernadez, Wesley Safadão, Xand Avião, João Gomes e Nattan. Os poucos cantores paraenses presentes ficaram até ofuscados diante de tantas superproduções.
O debate sobre os moldes duvidosos do evento chegou às redes sociais. Internautas criticaram o festival, classificando-o como “padronizado” e denunciando os gastos com os caros cachês para estrelas do sertanejo.















