Imagem da câmera de segurança da residência. Foto: Reprodução Alma Preta Jornalismo

A deputada estadual Lívia Duarte (PSOL) denunciou, nas redes sociais, suspeitas de racismo, execução e abuso de autoridade em uma operação policial realizada em Oeiras do Pará, que terminou com a morte de Rosimilck Rick Maciel Amorim, jovem negro de 22 anos. A parlamentar repercutiu uma reportagem da Alma Preta Jornalismo, segundo a qual o delegado Marcello Cunha, responsável pela operação, acumula denúncias de abuso de autoridade e violência policial no Pará.

De acordo com Lívia, a versão oficial da polícia afirmou que houve confronto durante a ação. No entanto, imagens de câmeras de segurança contradizem essa narrativa e mostram Rosimilck imobilizado por policiais antes de ser levado para o quarto onde foi morto, dentro de casa.

Mesmo com as imagens, o caso teria sido inicialmente arquivado como legítima defesa, sem indiciamento dos agentes envolvidos. Para a deputada, a ausência de responsabilização reforça a gravidade da denúncia e expõe a forma como a violência de Estado atinge, principalmente, a juventude negra.

“Em uma estrutura racista, a juventude negra segue sendo alvo da violência de Estado. Justiça por Rosimilck!”, escreveu Lívia Duarte.

A parlamentar também afirma que as denúncias envolvem invasão sem mandado, ausência de perícia adequada, omissão de provas, participação de um servidor não policial armado na operação e histórico de violência envolvendo o mesmo delegado. Segundo a denúncia divulgada por Lívia, Marcello Cunha também é acusado de atirar contra um jovem em Limoeiro do Ajuru enquanto estaria alcoolizado.

Nas redes sociais, a deputada cobrou respostas do poder público e questionou por que não houve responsabilização dos envolvidos, mesmo diante das provas e denúncias apresentadas.

“O poder público precisa responder por que não houve responsabilização dos envolvidos? Por que provas e denúncias foram ignoradas? É preciso ter uma investigação independente, acompanhamento do Ministério Público, proteção à família da vítima e transparência total sobre o caso”, afirmou.

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