O ex-governador Helder Barbalho, por ocasião da filiação de Igor Normando ao MDB, em março de 2024 – Foto: divulgação
Por Aldenor Jr
NR: Helder canibalizou o PSDB durante anos.
As principais lideranças tucanas foram cooptadas e juraram fidelidade ao novo capo.
Muitos foram obrigados a negar três vezes tudo o que haviam feito durante o império de Simão Jatene.
A tal ponto desidratado, o PSDB sequer conseguiu montar uma chapa competitiva para disputar mandatos nas eleições de outubro. Na falta de apoio efetivo, Helder resolveu “compensar” a legenda com o prestígio de ter um prefeito de capital, o único por sinal de um partido que se desintegrou completamente como legenda nacional.
Prêmio de consolação esquisito. Igor é o prefeito mais mal avaliado do país, uma tragédia administrativa e uma bigorna em termos de voto.
Como um rei num trono sustentando na mais pura arrogância, Helder coloniza partidos como quem distribui capitanias hereditárias. Hoje, como todo mundo sabe, controla com mãos de ferro o MDB, seu feudo familiar, e estende por meio de prepostos seu domínio sobre o União Brasil, PSB e, agora, PSDB. Isso para não alinhar a lista de partidos que se deixaram sequestrar e ocupam sem constrangimento algum canto obscuro no enorme condomínio que se formou em torno do governo paraense.
É, em suma, a completa desmoralização da política partidária no Pará, peça de um simulacro de democracia que tem servido para manter intocado um esquema de apropriação privada da riqueza que deveria pertencer ao pauperizado habitante desses rincões.
Aldenor Jr é jornalista








