Foto: Reprodução ICL Notícias
Por Elias Aráujo
Enfim, em sua viagem no tempo, na nave da extrema-direita, estamos em plena Idade Média, onde sustentar o luxo e as obras de caridade com que a elite clerical faz política e exerce sua parcela do poder é mais importante que manter funcionando as universidades.
No primeiro plano desse poder medieval, temos o primeiro Estado, constituído pelos oligarcas das bilionárias empresas de tecnologia da informação, pelos oligarcas do capital financeiro, pelas elites sacerdotais e por seus porta-vozes da mídia e da política.
No segundo plano, temos o segundo Estado, formado pelos marqueses, duques e barões das oligarquias agrárias, e por toda a elite militar, judicial, tributária, fiscal e policial (classes médias altas), pelos comerciantes e pelos mestres da indústria que garantem o funcionamento e a ordem do sistema econômico e político.
No terceiro plano está o terceiro Estado, formado pelo clero paroquial urbano e rural, pelos curas e por outros funcionários das ordens religiosas.
No quarto plano está o quarto Estado, formado pelos plebeus das periferias urbanas e pelas populações que vivem da agricultura familiar.
Precisamos de uma nova reforma protestante que defenda a separação entre Igreja e Estado; de um novo Renascimento e do Iluminismo; e de uma nova revolução burguesa, capaz de realizar a reforma agrária e de industrializar o país, livrando-nos da realeza, da nobreza, dos poderes da Inquisição e dos cardeais primeiros-ministros. E, se não for pedir demais, quem sabe de uma nova Comuna de Paris bem‑sucedida!
Elias Araújo é Graduado em História pela Universidade Federal do Pará e Consultor em Políticas Públicas.








