Por Aldenor Junior – A ciência deu o alerta: será preciso antecipar em uma década (de 2050 para 2040) a meta do Acordo De Paris de net zero (saldo zero entre emissões e captações de gases de efeito estufa).
A voz que se levanta é uma das maiores autoridades do mundo científico, o brasileiro Carlos Nobre. Pare ele, estamos muito próximos de chegar ao 1,5 °C de aquecimento global. Se nos próximos anos alcançarmos a marca de 2°C, a tendência é escalar para 2,5°C e aí, o abismo se abrirá sob os pés dos habitantes da Terra: derretimento de geleiras, extinção de 18% a 25% da biodiversidade dos oceanos e aumento gigantesco de riscos de epidemias.
Quem viver, verá. Ou, melhor, verá quem sobreviver à hecatombe ambiental que nos espreita no horizonte das próximas décadas.
Somente a estupidez negacionista para minimizar os riscos tão iminentes.
Tudo isso, claro, amplifica a importância da COP30, em andamento no coração pulsante da Amazônia, a combativa e bela Belém do Pará.
É aqui que as vozes – todas elas – ressoam.
Haveremos de ouvi-las.
O relógio do juízo final segue seu tic-tac implacável.
Aldenor Junior é jornalista.








